Liturgia Diária 01 de Julho de 2025 – Evangelho, Salmo e Reflexão

Leitura do Livro do Gênesis 📖
13ª Semana do Tempo Comum | Terça-Feira
Cor Litúrgica: Verde

Naqueles dias,
15. os anjos insistiram com Ló, dizendo: “Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas, e sai, para não morreres também por causa das iniquidades da cidade”.
16. Como ele hesitasse, os homens tomaram-no pela mão, a ele, à mulher e às duas filhas — pois o Senhor tivera compaixão dele —, fizeram-nos sair e deixaram-nos fora da cidade.
17. Uma vez fora, disseram: “Trata de salvar a tua vida. Não olhes para trás, nem te detenhas em parte alguma desta região. Mas foge para a montanha, se não quiseres morrer”.
18. Ló respondeu: “Não, meu Senhor, eu te peço!
19. O teu servo encontrou teu favor e foi grande a tua bondade, salvando-me a vida. Mas receio não poder salvar-me na montanha, antes que a calamidade me atinja e eu morra.
20. Eis aí perto uma cidade onde poderei refugiar-me; é pequena, mas aí salvarei a minha vida”. E ele lhe disse: “Pois bem, concedo-te também este favor: não destruirei a cidade de que falas.
22. Refugia-te lá depressa, pois nada posso fazer enquanto não tiveres entrado na cidade”. Por isso foi dado àquela cidade o nome de Segor.
23. O sol estava nascendo, quando Ló entrou em Segor.
24. O Senhor fez então chover do céu enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra.
25. Destruiu as cidades e toda a região, todos os habitantes das cidades e até a vegetação do solo.
26. Ora, a mulher de Ló olhou para trás e tornou-se uma estátua de sal.
27. Abraão levantou-se bem cedo e foi até o lugar onde antes tinha estado com o Senhor.
28. Olhando para Sodoma e Gomorra, e para toda a região, viu levantar-se da terra uma densa fumaça, como a fumaça de uma fornalha.
29. Mas, ao destruir as cidades da região, Deus lembrou-se de Abraão e salvou Ló da catástrofe que arrasou as cidades onde Ló havia morado.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

***

Salmo responsorial Sl 25(26),2-3.9-10.11-12 (R. 3a) 🙏

– Tenho sempre vosso amor ante meus olhos.

– Provai-me, ó Senhor, e examinai-me, sondai meu coração e o meu íntimo! Pois tenho sempre vosso amor ante meus olhos; vossa verdade escolhi por meu caminho.

– Não junteis a minha alma à dos malvados, nem minha vida à dos homens sanguinários; eles têm as suas mãos cheias de crime; sua direita está repleta de suborno.

– Eu, porém, vou caminhando na inocência; libertai-me, ó Senhor, tende piedade! Está firme o meu pé na estrada certa; ao Senhor eu bendirei nas assembleias.

***

Evangelho (Mt 8,23-27) 🕯️

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra.

Naquele tempo,
23. Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam.
24. E eis que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, dormia.
25. Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo: “Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!”
26. Jesus respondeu: “Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?” Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria.
27. Os homens ficaram admirados e diziam: “Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

***

Reflexão

A leitura do Gênesis nos transporta para um momento dramático da história de Israel: a destruição de Sodoma e Gomorra, símbolo da corrupção extrema de uma sociedade que se afastou completamente de Deus. O autor sagrado, atribuído tradicionalmente a Moisés, mostra a tensão entre a justiça e a misericórdia divinas. Ló, sobrinho de Abraão, é poupado graças à intercessão do patriarca e à compaixão do Senhor. A mulher de Ló, ao olhar para trás, torna-se estátua de sal — não apenas como castigo, mas como alerta: a hesitação diante da vontade de Deus pode nos paralisar espiritualmente.

O salmo 25 reflete o coração daquele que deseja viver na retidão, mesmo em meio à injustiça do mundo. Provavelmente composto durante um período de crise moral em Israel, o salmista implora ao Senhor que o afaste dos caminhos da corrupção, reafirmando sua fidelidade a Deus.

Já o Evangelho de Mateus, escrito entre os anos 70 e 85 d.C., fala a uma comunidade marcada por perseguições. O episódio da tempestade acalmada mostra os discípulos — como muitas vezes também somos — tomados pelo medo, mesmo estando com Jesus. É uma cena profundamente humana. Cristo, mesmo dormindo, está presente. E quando se levanta, revela sua autoridade divina sobre o caos.

Inspiração para hoje: 

Hoje, a liturgia nos convida a refletir sobre fé diante da adversidade. Seja como Ló, fugindo da destruição; como o salmista, cercado por injustos; ou como os discípulos, apavorados na tempestade — a Palavra nos lembra que Deus age com poder e misericórdia. A destruição de Sodoma não é apenas juízo, mas também libertação para os que confiam. A mulher de Ló nos alerta: apegar-se ao passado ou duvidar da direção de Deus pode nos impedir de viver a nova vida que Ele quer nos dar.

No Evangelho, Jesus pergunta: “Por que tendes tanto medo?” Essa pergunta ecoa forte em nosso tempo, repleto de incertezas. Quando a vida parece um mar revolto, Ele continua sendo o Senhor dos ventos e das águas. Nossa parte é confiar, mesmo quando tudo parece desabar.

Construir uma vida em Deus é recusar o caminho fácil da corrupção, como no Salmo, e escolher a inocência, mesmo quando custa. É caminhar com fé, mesmo sem ver o sol, porque sabemos que Cristo está na barca.

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