
Leitura do Livro do Gênesis
14ª Semana do Tempo Comum | Segunda-Feira
Cor Litúrgica: Verde
Naqueles dias,
10. Jacó saiu de Bersabeia e dirigiu-se a Harã.
11. Chegando a certo lugar, quis passar ali a noite, pois o sol já se havia posto. Tomou uma das pedras do lugar, fez dela travesseiro e ali mesmo adormeceu.
12. E viu em sonho uma escada apoiada no chão, com a outra ponta tocando o céu e os anjos de Deus subindo e descendo por ela.
13. No alto da escada estava o Senhor que lhe dizia: “Eu sou o Senhor, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaac; darei a ti e à tua descendência a terra em que dormes.
14. A tua descendência será como o pó da terra, e te expandirás para o ocidente e o oriente, para o norte e para o sul. Em ti e em tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra.
15. Estou contigo e te guardarei onde quer que vás, e te reconduzirei a esta terra. Nunca te abandonarei até cumprir o que te prometi”.
16. Ao despertar, Jacó disse: “Sem dúvida, o Senhor está neste lugar e eu não sabia”.
17. Cheio de pavor, disse: “Como é terrível este lugar! Isto aqui só pode ser a casa de Deus e a porta do céu”.
18. Jacó levantou-se bem cedo, tomou a pedra de que tinha feito travesseiro e colocou-a de pé para servir de coluna sagrada, derramando óleo sobre ela.
19. E deu ao lugar o nome de “Betel”. Antes, porém, a cidade chamava-se Luza.
20. Jacó fez um voto, dizendo: “Se Deus estiver comigo e me proteger nesta viagem, dando-me pão para comer e roupa para vestir,
21. e se eu voltar são e salvo para a casa de meu pai, então o Senhor será o meu Deus.
22a. E esta pedra que ergui como coluna sagrada, será uma ‘morada de Deus'”.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
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Reflexão
Este trecho está no Livro do Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, que narra a origem do mundo, da humanidade e do povo de Israel. Tradicionalmente, a autoria do Gênesis é atribuída a Moisés, embora tenha sido escrito e compilado ao longo de gerações por vários autores e editores. O capítulo 28 conta a história de Jacó, neto de Abraão, uma figura central na história do povo escolhido.
No contexto, Jacó está a caminho de Harã, fugindo da ira do irmão Esaú. Durante essa viagem, em um lugar deserto, ele tem um sonho extraordinário: uma escada que liga a terra ao céu, com anjos subindo e descendo, e Deus reafirma a promessa feita aos seus antepassados, a bênção sobre sua descendência, a proteção divina e a posse da terra.
A mensagem fundamental é a presença constante e fiel de Deus, mesmo em momentos de incerteza e solidão. Deus promete estar com Jacó, cuidar dele e cumprir suas promessas. A escada simboliza a conexão entre o céu e a terra, entre o divino e o humano, revelando que Deus está próximo, ativo na vida das pessoas.
Hoje, essa passagem nos convida a reconhecer que, mesmo em momentos de dúvida ou mudança, como Jacó na viagem incerta, Deus está presente, nos guardando e guiando. A fé não é apenas acreditar no invisível, mas confiar no amor e na promessa de Deus, que nos acompanha nos “desertos” da vida.
Como Jacó, podemos construir nossos “Betéis” lugares e momentos onde reconhecemos a presença de Deus, mesmo que seja um gesto simples de oração, gratidão ou silêncio interior. Deus não abandona, e a promessa divina continua válida: Ele quer que prosperemos e que sejamos bênção para os outros.
A escada do sonho também nos lembra que a nossa vida é uma jornada entre o terreno e o espiritual, que nossos passos aqui na terra têm um significado eterno. Podemos subir e descer nessa “escada” por meio da oração, da ação, do serviço e do amor.
Um exemplo prático seria lembrar, nos desafios diários, que não estamos sozinhos. Assim como Jacó fez um voto de fé, podemos renovar nosso compromisso com Deus, confiando que Ele sustenta nossa vida, mesmo quando o futuro parece incerto.




