Evangelho Mateus 7,21-29 – Leitura e Reflexão para 26 de Junho

Evangelho (Mt 7,21-29)
12ª Semana do Tempo Comum | Quinta-Feira
Cor Litúrgica: Verde

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Quem me ama, realmente, guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele nós viremos.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

21. “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus.
22. Naquele dia, muitos vão me dizer: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres?’
23. Então eu lhes direi publicamente: Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais o mal.
24. Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha.
25. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha.
26. Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia.
27. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!”
28. Quando Jesus acabou de dizer estas palavras, as multidões ficaram admiradas com seu ensinamento.
29. De fato, ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os mestres da lei.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

***

Reflexão

O Evangelho de hoje, Mt 7,21-29, encerra o famoso Sermão da Montanha, que ocupa os capítulos 5 a 7 do Evangelho de Mateus. Este evangelho foi escrito por volta do ano 80 d.C., provavelmente por um judeu convertido ao cristianismo, que buscava mostrar Jesus como o novo Moisés, o cumprimento da Lei e dos Profetas. O público original era composto por cristãos vindos do judaísmo, e o texto tem forte ênfase na vivência prática da fé, não apenas em palavras, mas em atitudes concretas.

Neste trecho, Jesus alerta contra a superficialidade da fé baseada apenas em discursos. Não basta dizer “Senhor, Senhor”, se o coração e as ações não correspondem a essa declaração. A parábola da casa construída sobre a rocha e sobre a areia ilustra isso com clareza: a rocha representa a prática da Palavra de Deus, enquanto a areia simboliza a fé sem fundamento, frágil diante das dificuldades da vida.

A mensagem é clara: fé verdadeira exige coerência. Não se trata apenas de proclamar crenças, mas de viver segundo a vontade de Deus. Nos dias de hoje, isso nos desafia a examinar se nossas ações refletem o Evangelho que professamos. Em tempos de crise, provações e incertezas — as “chuvas e ventos” da vida — só permanece firme aquele que vive enraizado em Cristo.

Construir sobre a rocha é cultivar uma vida de oração, caridade, perdão e justiça. Significa ouvir o Evangelho e transformá-lo em ação: ajudar o próximo, manter a integridade mesmo quando ninguém vê, e confiar em Deus nas tempestades. Assim, a fé não será um discurso vazio, mas uma força sólida que sustenta toda a nossa vida.

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