Evangelho Mateus 9,18-26 – Leitura e Reflexão para 07 de Julho

Evangelho (Mt 9,18-26)
14ª Semana do Tempo Comum | Segunda-Feira
Cor Litúrgica: Verde

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis.

18. Enquanto Jesus estava falando, um chefe aproximou-se, inclinou-se profundamente diante dele, e disse: “Minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá”.
19. Jesus levantou-se e o seguiu, junto com os seus discípulos.
20. Nisto, uma mulher que sofria de hemorragia, há doze anos, veio por trás dele e tocou a barra do seu manto.
21. Ela pensava consigo: “Se eu conseguir ao menos tocar no manto dele, ficarei curada”.
22. Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse: “Coragem, filha! A tua fé te salvou”. E a mulher ficou curada a partir daquele instante.
23. Chegando à casa do chefe, Jesus viu os tocadores de flauta e a multidão alvoroçada,
24. e disse: “Retirai-vos, porque a menina não morreu, mas está dormindo”. E começaram a caçoar dele.
25. Quando a multidão foi afastada, Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou.
26. Essa notícia espalhou-se por toda aquela região.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

***

Reflexão

Este trecho do Evangelho de Mateus foi escrito para comunidades cristãs do primeiro século, provavelmente entre os anos 70 e 90 d.C., num contexto de perseguição e incerteza. Mateus, um evangelista de origem judaica, buscava mostrar aos judeus que Jesus era o Messias prometido, trazendo não apenas palavras, mas sinais concretos de salvação e vida.

Aqui vemos dois milagres entrelaçados: a cura da mulher com hemorragia e a ressurreição da filha do chefe. Ambos revelam o poder de Jesus sobre a morte e o sofrimento. A mulher, impura segundo as leis judaicas por causa de sua hemorragia, ousa tocar o manto de Jesus, expressando uma fé silenciosa mas poderosa. O chefe, por sua vez, se humilha diante de Jesus, acreditando que sua filha pode voltar à vida.

Jesus responde a ambos com amor e ação. Ele não apenas cura fisicamente, mas restaura dignidade e esperança. O “Coragem, filha! A tua fé te salvou” é um convite eterno à confiança, mesmo quando tudo parece perdido.

Hoje, muitos vivem “doze anos” de sofrimento: doenças, angústias, desesperança. Outros choram perdas que parecem definitivas. Este Evangelho nos chama a buscar Jesus com fé genuína. Mesmo quando a multidão zomba ou as circunstâncias parecem irreversíveis, Deus continua agindo. Basta um toque, uma oração sincera, uma entrega verdadeira.

Confiar em Jesus é deixar que Ele tome pela mão o que parecia morto em nós, sonhos, relações, alegrias, e nos devolva à vida. Ele é a luz que vence toda escuridão.

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