
Evangelho (Mt 8,23-27)
13ª Semana do Tempo Comum | Terça-Feira
Cor Litúrgica: Verde
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
— Aleluia, Aleluia, Aleluia.
— No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra.
Naquele tempo,
23. Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam.
24. E eis que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, dormia.
25. Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo: “Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!”
26. Jesus respondeu: “Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?” Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria.
27. Os homens ficaram admirados e diziam: “Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
***
Reflexão
O Evangelho de hoje, Mateus 8,23-27, nos transporta para um dos momentos mais simbólicos da caminhada de Jesus com seus discípulos. O texto foi escrito por Mateus, um dos apóstolos, dirigido especialmente a cristãos vindos do judaísmo. O evangelho foi composto entre os anos 70-90 d.C., num tempo de perseguições, dúvidas e medos. A jovem comunidade cristã enfrentava incertezas, como uma “tempestade” no início da Igreja. Nesse contexto, o relato da tempestade acalmada reforça a presença e autoridade de Jesus, mesmo em meio ao caos.
A passagem é mais que um episódio real — é também uma parábola vivida. A barca representa a Igreja, os discípulos somos todos nós, e a tempestade simboliza os medos e crises da vida. Jesus dorme, mas está presente. Quando tudo parece perdido, Ele se levanta, acalma a tempestade e questiona a falta de fé. A mensagem é clara: Deus não abandona sua barca, mesmo quando parece silencioso.
Quantas vezes sentimos que estamos afundando em problemas, dúvidas ou dores? Assim como os discípulos, gritamos: “Senhor, salva-nos!” — e Ele nos ouve. O medo é humano, mas Jesus nos convida a confiar: mesmo quando o céu escurece, Deus está presente.
Essa passagem nos ensina que a fé verdadeira não depende da ausência de tempestades, mas da certeza de quem está no barco conosco. Não é o tamanho da onda que determina o nosso destino, mas a presença de Cristo. E Ele acalma o mar — às vezes com um milagre exterior, outras vezes com paz interior.
Hoje, sejamos como os discípulos que, mesmo com medo, clamaram por Jesus. E aprendamos a viver a fé que acalma, sustenta e conduz. Porque com Ele, nenhuma tempestade é maior que o amor de Deus.




