
Salmo responsorial Sl 25(26),2-3.9-10.11-12 (R. 3a)
13ª Semana do Tempo Comum | Terça-Feira
Cor Litúrgica: Verde
– Tenho sempre vosso amor ante meus olhos.
– Provai-me, ó Senhor, e examinai-me, sondai meu coração e o meu íntimo! Pois tenho sempre vosso amor ante meus olhos; vossa verdade escolhi por meu caminho.
– Não junteis a minha alma à dos malvados, nem minha vida à dos homens sanguinários; eles têm as suas mãos cheias de crime; sua direita está repleta de suborno.
– Eu, porém, vou caminhando na inocência; libertai-me, ó Senhor, tende piedade! Está firme o meu pé na estrada certa; ao Senhor eu bendirei nas assembleias.
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Reflexão
O Salmo 25(26) é uma oração atribuída ao rei Davi, escrita num tempo de crise moral e religiosa em Israel, talvez durante os desafios de sua juventude ou reinado. Trata-se de um salmo de súplica e confiança, em que o salmista apela à justiça de Deus e proclama sua integridade diante das corrupções que o cercam.
O contexto da época é marcado por tensões internas, conflitos entre líderes, e constantes ameaças de inimigos — tanto externos quanto dentro da própria nação. Por isso, o salmista clama: “Provai-me, ó Senhor, e examinai-me.” Ele se submete ao olhar de Deus, consciente de sua sinceridade e desejoso de permanecer no caminho da verdade, mesmo cercado por violência, corrupção e engano.
A mensagem central é a de pureza interior, fidelidade e confiança no Senhor, mesmo em meio à injustiça. O salmista rejeita o caminho dos malvados e declara: “Tenho sempre vosso amor ante meus olhos.”
Este salmo nos convida à autenticidade diante de Deus. Vivemos em um mundo que, como no tempo de Davi, é repleto de mentiras, manipulações e desigualdade. Mas o salmo nos lembra que não precisamos nos corromper com ele. Podemos escolher a inocência, a verdade e a justiça, mesmo que isso custe o isolamento ou a rejeição.
Hoje, somos chamados a pedir a Deus que sonde nosso coração — não para nos condenar, mas para nos purificar e fortalecer. A estrada certa nem sempre é a mais fácil, mas é a que conduz à paz interior e à verdadeira liberdade.
Ao repetir “Tenho sempre vosso amor ante meus olhos”, renovamos nossa esperança: o amor de Deus é bússola e força, mesmo quando tudo ao redor parece incerto. Permanecer fiéis, ainda que solitários, é caminhar com os pés firmes e a alma em paz.




