Liturgia Diária 27 de Junho de 2025 – Evangelho, Salmo e Reflexão

Leitura da Profecia de Ezequiel 📖
12ª Semana do Tempo Comum | Sexta-Feira
Cor Litúrgica: Branco

11. Assim diz o Senhor Deus: “Vede! Eu mesmo vou procurar minhas ovelhas e tomar conta delas.
12. Como o pastor toma conta do rebanho, de dia, quando se encontra no meio das ovelhas dispersas, assim vou cuidar de minhas ovelhas e vou resgatá-las de todos os lugares em que forem dispersadas num dia de nuvens e escuridão.
13. Vou retirar minhas ovelhas do meio dos povos e recolhê-las do meio dos países para conduzi-las à sua terra. Vou apascentar as ovelhas sobre os montes de Israel, nos vales dos riachos e em todas as regiões habitáveis do país.
14. Vou apascentá-las em boas pastagens e nos altos montes de Israel estará o seu abrigo. Ali repousarão em prados verdejantes e pastarão em férteis pastagens sobre os montes de Israel.
15. Eu mesmo vou apascentar as minhas ovelhas e fazê-las repousar – oráculo do Senhor Deus – .
16. Vou procurar a ovelha perdida, reconduzir a extraviada, enfaixar a da perna quebrada, fortalecer a doente, e vigiar a ovelha gorda e forte. Vou apascentá-las conforme o direito”.

– Palavra do Senhor.

– Graças a Deus.

***

Salmo responsorial Sl 22(23),1-3a.3b-4.5.6 (R. 1) 🙏

– O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma.

– O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças.

– Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!

– Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda.

– Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos.

***

Evangelho (Lc 15,3-7) 🕯️

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Tomai sobre vós o meu jugo e de mim aprendei que sou de manso e humilde coração.

Ou:

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Eu sou o bom pastor. Conheço minhas ovelhas e elas me conhecem.

Naquele tempo,

3. Jesus contou aos escribas e fariseus esta parábola:
4. “Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la?
5. Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria,
6. e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’
7. Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

***

Reflexão

A liturgia de hoje, proposta pela Igreja Católica, une três textos profundamente conectados por um único fio: Deus é o Pastor fiel, que não abandona seu rebanho, mas vai ao encontro do que se perdeu, cura os feridos e oferece repouso aos que estão cansados.

A primeira leitura (Ez 34,11-16) vem do livro do profeta Ezequiel, um sacerdote que viveu no exílio na Babilônia, por volta do século VI a.C. O povo de Israel estava disperso, humilhado e desolado após a destruição de Jerusalém. Nesse contexto, Ezequiel transmite a voz de Deus prometendo reunir, curar e apascentar pessoalmente suas ovelhas, pois os líderes de Israel falharam como pastores. Essa é uma das mais belas promessas de reconciliação e restauração do Antigo Testamento.

O Salmo 22(23), tradicionalmente atribuído ao rei Davi, complementa esse tema com a oração confiante de quem já experimenta o cuidado do Senhor. Mesmo nas dificuldades (“vale tenebroso”), Deus guia, protege e prepara banquete em meio aos perigos. É um salmo de fé madura, que nasce da experiência pessoal com Deus.

No Evangelho (Lc 15,3-7), escrito por Lucas, médico e discípulo de Paulo, temos a parábola da ovelha perdida. Jesus a conta em resposta às críticas dos fariseus por Ele acolher pecadores. Aqui, o pastor deixa as 99 para buscar a que se perdeu — uma ousadia que revela o coração misericordioso de Deus. A salvação não é para os “perfeitos”, mas para os que reconhecem sua fragilidade e permitem ser encontrados.

Inspiração para hoje:

As leituras de hoje nos oferecem uma imagem profunda de Deus: Ele é o Pastor que ama com intensidade pessoal. Ele não espera que a ovelha volte sozinha. Ele vai atrás, carrega nos ombros e se alegra com o reencontro.

Vivemos tempos de dispersão e cansaço — muitas “nuvens e escuridão”, como diz Ezequiel. Sentimo-nos, às vezes, perdidos entre as pressões, as dúvidas e as feridas da vida. Mas a liturgia nos lembra: não estamos sozinhos. Deus não se esquece de nós. Ele cuida, restaura, guia. Mesmo quando caímos, Ele nos procura, não para nos julgar, mas para nos resgatar.

Essa mensagem exige de nós também uma atitude: sermos pastores uns dos outros. Quantas “ovelhas feridas” estão ao nosso redor — pessoas esquecidas, julgadas, afastadas da fé ou da esperança? Como cristãos, somos chamados a imitar o Pastor, oferecendo consolo, presença e reconciliação.

A fé não é um peso, é um reencontro com o amor. E Deus celebra cada volta nossa, como um Pai que abraça sem cobrar. A liturgia de hoje é um convite à confiança, à humildade e à missão de cuidar.

Deixemo-nos encontrar por Deus — e sejamos sinal do Seu cuidado no mundo.

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