
Evangelho (Lc 15,3-7)
12ª Semana do Tempo Comum | Sexta-Feira
Cor Litúrgica: Branco
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
— Aleluia, Aleluia, Aleluia.
— Tomai sobre vós o meu jugo e de mim aprendei que sou de manso e humilde coração.
Ou:
— Aleluia, Aleluia, Aleluia.
— Eu sou o bom pastor. Conheço minhas ovelhas e elas me conhecem.
Naquele tempo,
3. Jesus contou aos escribas e fariseus esta parábola:
4. “Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la?
5. Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria,
6. e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’
7. Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
***
Reflexão
O Evangelho de hoje está em Lucas 15,3-7, um trecho que faz parte de uma sequência de parábolas sobre a misericórdia de Deus. O evangelista Lucas, médico e companheiro de Paulo, escreveu seu Evangelho por volta do ano 80 d.C., para uma comunidade formada majoritariamente por não judeus (gentios). Seu objetivo era mostrar que Jesus é o Salvador universal, especialmente atento aos pecadores, marginalizados e pobres.
Neste contexto, Jesus fala aos escribas e fariseus, que o criticavam por acolher os pecadores. Em resposta, Ele conta a parábola da ovelha perdida: um pastor, ao perceber que uma das cem ovelhas se perdeu, deixa as outras e sai ao seu encontro. Quando a encontra, a carrega nos ombros com alegria e celebra com seus vizinhos.
Essa imagem era muito familiar ao povo judeu, onde o pastoreio era comum. Mas Jesus vai além da imagem cotidiana e mostra o coração de Deus, que não se conforma com nenhuma perda. Cada pessoa é única, insubstituível, amada. Deus não se contenta com a maioria — Ele vai atrás de cada um, especialmente dos que mais precisam de reconciliação e cuidado.
Hoje, esta parábola fala diretamente ao nosso mundo marcado pelo abandono, pelo individualismo e pela cultura do descarte. Enquanto muitos ignoram os “perdidos”, Deus os procura com amor incansável. Ele nos convida a ter o mesmo olhar: ver o valor de cada vida, sem julgamentos, e agir com misericórdia.
Ter fé é reconhecer que também já fomos a ovelha perdida — e Deus nos carregou de volta com alegria. É viver não com culpa, mas com gratidão, sabendo que o céu se alegra por cada passo de conversão. É tempo de acolher, perdoar e buscar com amor os que se afastaram. Afinal, a alegria de Deus está no reencontro.




