Evangelho Mateus 7,15-20 – Leitura e Reflexão para 25 de Junho

Evangelho (Mt 7,15-20)
12ª Semana do Tempo Comum | Quarta-Feira
Cor Litúrgica: Verde

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:

15. “Cuidado com os falsos profetas: Eles vêm até vós vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes.
16. Vós os conhecereis pelos seus frutos. Por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de urtigas?
17. Assim, toda árvore boa produz frutos bons, e toda árvore má, produz frutos maus.
18. Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má pode produzir frutos bons.
19. Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e jogada no fogo.
20. Portanto, pelos seus frutos vós os conhecereis”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

***

Reflexão

“Pelos seus frutos vós os conhecereis.”

Este evangelho está inserido no Sermão da Montanha (Mateus capítulos 5 a 7), um dos discursos mais profundos e estruturados de Jesus. Escrito por Mateus, um dos doze apóstolos, o evangelho foi destinado principalmente a uma comunidade de cristãos de origem judaica, por volta dos anos 80-90 d.C., período em que crescia a tensão entre os seguidores de Jesus e as autoridades religiosas judaicas. Havia também o risco de falsas doutrinas e líderes oportunistas se infiltrarem nas primeiras comunidades.

Jesus alerta os discípulos sobre os falsos profetas, que se apresentam com aparência piedosa (“vestidos com peles de ovelha”), mas cujas intenções são nocivas (“lobos ferozes”). Para discernir a verdade, Jesus dá um critério claro e objetivo: os frutos. Ou seja, mais do que palavras, são as atitudes, o amor, a justiça e a coerência de vida que revelam quem realmente serve a Deus.

Inspiração para os dias de hoje:

Esta mensagem continua atual. Vivemos em tempos de excesso de discursos, opiniões e aparências. Muitos falam em nome de Deus, mas nem todos vivem segundo o que pregam. Jesus nos ensina que a verdadeira fé se conhece pelos frutos que produz: paz, misericórdia, serviço, humildade.

É um chamado também à autocrítica: que tipo de árvore tenho sido? O que tenho espalhado no mundo — esperança ou julgamento, bondade ou indiferença?

Ser cristão não é apenas professar a fé com os lábios, mas deixar que Deus transforme nosso coração, para que nossas ações revelem Sua presença. Em um mundo cheio de palavras, Deus espera de nós frutos concretos de amor e verdade.

Que o Espírito nos ajude a discernir quem edifica e quem destrói, e que sejamos árvores boas, plantadas no solo firme da fé em Cristo.

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